Mais qualidade de vida ao paciente oncológico e taxa de mortalidade abaixo da média dos hospitais privados

Publicação: 05/06/2026
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Hospitais São Camilo de São Paulo divulgam dados sobre a eficiência da linha de cuidados do câncer de próstata na rede

O departamento de Informações Clínicas da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo apresentou um estudo que avaliou de 2022 a 2026 os pacientes com diagnóstico de câncer de próstata que passaram por atendimento e receberam assistência do Hospital. O relatório do DRG (Diagnosis Related Groups ou Grupos de Diagnósticos Relacionados) apresenta resultados positivos, segundo a gerente de Informações Clínicas e DRG, Carolina Calvente.

O setor é o responsável pelo monitoramento de informações clínicas do paciente nas unidades Pompeia, Santana e Ipiranga e codifica 100% das internações. Os pacientes avaliados são acompanhados por 3 anos e após responderem aos questionários, as informações foram agrupadas. A idade prevalente de homens com esse diagnóstico foi de 60 a 69 anos (62%), seguido de 70 a 79 anos (41%) e 50 a 59 anos (30%).

A permanência média de internação prevista para pacientes com esse diagnóstico é de 2,2 dias e no Hospital São Camilo ficou em 2,1 dias. Outro resultado favorável está relacionado à média da qualidade de vida. Os pacientes do Hospital São Camilo mantiveram 72,5 pontos, bem acima da média dos hospitais privados, de 53,67%, segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), com uma eficiência operacional de 107,44% em relação ao referencial do DRG Brasil.

Os dados demonstram que o percentual de casos com óbitos foi de 0,6% entre os pacientes da Linha de Cuidados do São Camilo, muito abaixo do quantitativo previsto segundo o DRG Brasil de 1,02% para o diagnóstico de câncer de próstata neste perfil de paciente analisado. 

“Certamente o desempenho assistencial favorável reflete o bom trabalho realizado por todo um time multiprofissional e de médicos dedicados ao cuidado do paciente em sua totalidade, associada a uma tecnologia avançada e protocolos de segurança que visam a excelência assistencial. Sabemos que números nos sustentam, mas valor em saúde nos define”, afirma Carolina Calvente.

Os pacientes avaliados nesta Linha de Cuidado tinham histórico de comorbidades, sendo a principal delas Hipertensão, 15,5%, seguida de Diabetes, 7,5%, Doença cardíaca, 2%, e abaixo de 1%: doença renal, pulmonar, Sistema Nervoso Central, depressão e outras.

Segundo o estudo, 67,6% dos pacientes em tratamento passaram por procedimento cirúrgico com uso da tecnologia de robótica, 31,6% realizaram a cirurgia laparoscópica. Quanto ao desfecho clínico dos pacientes acompanhados na Linha de Cuidado, após o diagnóstico e tratamento, o menor impacto foi relacionado à função intestinal, seguido de função urinária e interesse sexual, sendo a função sexual a maior afetada em impacto grave/moderado. 

Dentro da Oncologia, outras linhas de cuidado são monitoradas, como: Mama, Colorretal e Transplante de medula óssea. Ainda dentre as outras linhas acompanhadas , temos: Gastroplastia, Osteoartrite de joelho e quadril, Acidente Vascular Cerebral, Insuficiência cardíaca congestiva e Idoso.

“Os resultados reforçam a importância de uma linha de cuidado estruturada para o câncer de próstata, integrando tecnologia, segurança assistencial, equipe multiprofissional e acompanhamento longitudinal. Mais do que indicadores isolados, esses dados mostram que organizar a jornada do paciente pode gerar valor clínico, operacional e humano, com foco em qualidade de vida e desfechos relevantes para o paciente”, ressalta o chefe de oncologia da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Raphael Brandão.